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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Estudo genético revela que a transexualidade tem base biológica



A identidade de gênero é um tema bastante polêmico, que gera discussões envolvendo aspectos biológicos e sociais. Nesse contexto, o estudo do genoma humano pode ajudar a entender melhor como o processo de identidade sexual é definido. Em um artigo publicado na revista científica The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, na semana passada, pesquisadores identificaram variações genéticas que podem estar associadas à determinação de gênero.

Os cientistas estudaram 12 genes que são responsáveis pela produção ou recepção de hormônios sexuais em dois grupos, um formando por homens cis (344 pessoas que nasceram como sexo masculino e se reconhecem pertencendo ao sexo masculino) e outros por mulheres trans (380 pessoas que nasceram como sexo masculino, mas se reconhecem pertencendo ao sexo feminino). Os resultados mostraram que existem algumas mutações em alguns genes presentes apenas em mulheres trans, o que indica que transexualidade pode ser geneticamente determinada. Isso significa que a presença das mutações nos genes faz com que eles funcionem de uma forma diferente e isso afeta a produção ou recepção hormonal, refletindo nas características sexuais dos indivíduos.

Embora este seja o maior estudo já realizado sobre o assunto, trazendo evidências genéticas para a transexualidade, ele ainda precisa ser aprofundado para que suas conclusões sejam melhor esclarecidas. Apesar dessa questão não estar, ainda, totalmente respondida, este estudo é importante por ajudar na conscientização da sociedade sobre as pessoas trans, contribuindo para a diminuição do preconceito.


Para saber mais:
https://academic.oup.com/jcem/advance-article-abstract/doi/10.1210/jc.2018-01105/5104458?redirectedFrom=fulltext
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/10/estudo-confirma-ligacao-entre-genetica-e-identidade-de-genero.html


Sobre o Autor: Adauto Lima Cardoso é biólogo, mestre e doutor em Genética pela Universidade Federal do Pará e pela Universidade Estadual Paulista, respectivamente. Atualmente realiza pós-doutorado no Departamento de Morfologia do Instituto de Biociências da UNESP.

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