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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Notícia falsa: Patente dos EUA impede pesquisa sobre o jambu no Brasil



Não é de hoje que as “notícias falsas” têm propagado boatos e gerado muita confusão na população. E a ciência não está imune à essa prática. Um dos últimos casos envolve o jambu, a planta amazônica apreciada por causar dormência. A notícia foi bastante divulgada nas redes sociais e levou inclusive ao posicionamento de figuras políticas sobre o assunto.

Segundo as informações compartilhadas por milhares de usuários nas mídias digitais, uma patente estadunidense sobre o jambu estaria impedindo pesquisas com a planta na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A verdade é que os EUA têm patentes relacionadas ao jambu, mas elas não interferem nas pesquisas realizadas no Brasil. As patentes dos EUA só valem lá e o Brasil não precisa obedecer à essas leis. É o que diz Rafael de Sá Marques, presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, segundo informações do Jornal Folha de São Paulo.

O pró-reitor de inovação da UFAM, Waltair Machado disse ao G1 que em nenhum lugar do mundo é possível proibir alguém de pesquisar algo e o que pode acontecer é a proibição da comercialização de algum produto, caso ele tenha sido registrado. Ainda segundo Machado, que investigou o assunto na UFAM, pesquisadores da instituição podem ter desistido de avançar no desenvolvimento de um anestésico bucal por ficarem sabendo que essa fórmula já havia sido patenteada no exterior. No entanto, se os pesquisadores quiserem investir na pesquisa e se conseguirem aperfeiçoar a fórmula já registrada, eles podem inclusive gerar uma nova patente.

Para saber mais:
https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/07/patente-dos-eua-sobre-a-planta-jambu-e-novo-alvo-de-noticias-falsas.shtml
https://g1.globo.com/e-ou-nao-e/noticia/eua-patentearam-jambu-e-impediram-pesquisas-de-universidade-nao-e-verdade.ghtml
http://amazonasatual.com.br/patente-de-substancia-do-jambu-nos-eua-inviabiliza-estudos-da-erva-no-amazonas/

Sobre o Autor: Adauto Lima Cardoso é biólogo, mestre e doutor em Genética pela Universidade Federal do Pará e pela Universidade Estadual Paulista, respectivamente. Atualmente realiza pós-doutorado no Departamento de Morfologia do Instituto de Biociências da UNESP.

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