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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Novos nervos artificiais podem revolucionar as próteses

As próteses modernas são bem impressionantes. Algumas permitem a amputados controlarem o movimento de braços apenas com seus pensamentos, outros possuem sensores de pressão na ponta dos dedos que ajudam as pessoas que estão utilizando a prótese a controlar a força de pegada sem ter que monitorar constantemente as ações com seus olhos. esmo assim, nosso sentido natural do toque é muito mais complexo, integrando milhares de sensores para identificar diferentes tipos de pressão, como algo leve ou mais pesado, junto com a habilidade de sentir calor e mudanças de posição. Essa grande quantidade de informação é processada por uma rede que transmite os sinais através de aglomerados locais de nervos até a medula espinhal e, finalmente, ao cérebro. Somente com a combinação dos sinais para que eles se conectam em uma cadeia formando então uma resposta.

Próteses como essa já demonstram a grande evolução que elas estão passando para tornar a vida de muitas pessoas mais fácil

Na semana passada, pesquisadores da Universidade de Stanford criaram o que pode, em breve, levar a prostética (área que estuda próteses) a passar por uma gigantesca revolução. Isso se deve principalmente ao fato de que eles criaram um novo tipo de nervo artificial que pode ser sensível ao toque, processar informação e se comunicar com outros nervos praticamente da mesma forma que dos nossos corpos. Versões futuras podem adicionar sensores para identificar mudanças em textura, posição e diferentes tipos de pressão, levando a um tremendo aumento em como pessoas com membros artificiais (e algum dia até robôs!) sentem e interagem com o ambiente que os cerca.

O nervo artificial foi colocado nessa barata para movimentar uma perna prostética

Os pesquisadores usaram seu protótipo para detectar a movimentação de uma pequena vareta em diferentes direções através dos seus sensores de pressão, além de identificar caracteres em Braille. Além disso, eles conseguiram conectar o neurônio artificial em uma contraparte biológica. Os pesquisadores removeram uma perna de uma barata e inseriram um eletrodo do neurônio artificial em um neurônio da perna da barata, os sinais vindos do neurônio artificial fizeram os músculos da perna se contraírem. No vídeo abaixo (em inglês), é mostrado um pouco mais sobre essa grande revolução:



Por ser barato produzir eletrônicos orgânicos como esse, a técnica que foi utilizada por esses cientistas permite a outros pesquisadores integrar um grande número de nervos artificiais que podem captar diferentes estímulos sensoriais. Tal sistema pode fornecer muito mais informação sensorial para futuros usuários de próteses, os ajudando a melhor controlar seus novos membros. Isso também pode dar a futuros robôs uma maior habilidade de interagir com o ambiente, algo vital para realizar tarefas cada vez mais complexas.

Para saber mais:

http://www.sciencemag.org/news/2018/05/new-artificial-nerves-could-transform-prosthetics
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bioeletr%C3%B4nica






Por: Lucas Farinazzo Marques
kim_farinazzo@hotmail.com
Sobre o autor: Biólogo pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e atualmente trabalha com Bioinformática.

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