Aba

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Let it GOOOL!


Por apresentar um vasto território, a Rússia apresenta vários tipos de climas ao longo de sua extensão, desde o ártico até o subtropical, e a temperatura varia muito de acordo com a região. Mas apesar de apresentar essa grande variedade climática, quando pensamos em clima na Rússia rapidamente nos remetemos ao frio, certo? Isso porque a Sibéria, região que ocupa mais de 75% do território russo, é uma das regiões mais frias do mundo, podendo chegar a temperaturas de até -60°C. Certo, mas o que isso tem a ver com futebol?



Para que os jogadores tenham um bom desempenho durante os jogos da Copa do Mundo, é necessário não só um bom treinamento técnico, mas também uma preparação física para que o corpo dos jogadores se adapte ao clima mais frio da Rússia. Nosso organismo apresenta diversas reações fisiológicas para combater o frio, como por exemplo calafrios, piloereção (ereção dos pêlos), alteração da dilatação de vasos sanguíneos, entre outros, tudo isso para manter a nossa temperatura corpórea entre 36,5°C e 37°C. Porém, em situações como a de campeonatos esportivos, os corpos dos atletas exigem muito mais que a manutenção da temperatura corpórea. A alta intensidade de esforço físico realizado pelos atletas demanda um alto gasto energético pelo organismo. Para aumentar a eficiência desse gasto energético é necessário que o organismo dos atletas passe pelo processo de aclimatação para adaptar o corpo às baixas temperaturas.


A aclimatação é um conjunto de respostas fisiológicas provocadas pelo organismo que inclui uma reprogramação hormonal e metabólica do nosso corpo para suportar diferentes condições climáticas. Tanto a aclimatação para o frio ou para o calor incluem alterações hormonais e metabólicas que ocorrem em um longo período de tempo.  A regulação da temperatura do nosso corpo é feita através de uma comunicação entre o hipotálamo e a glândula pituitária. Juntos, eles promovem uma série que alterações fisiológicas e hormonais que controlam a quantidade de células sanguíneas, volume do sangue, pressão sanguínea e ritmo de batimento cardíaco. Além disso eles também controlam a produção de energia térmica do corpo através da queima ou armazenamento de açúcares e gordura.

Trate de se agasalhar, Ney!

Para adaptações a temperaturas mais baixas, o corpo é reprogramado para aumentar a termogênese (produção de calor) através de alterações metabólicas que provocam um aumento da atividade do tecido adiposo. Diversos estudos demonstram que o organismo necessita de cerca de 10 a 14 dias de exposição a temperaturas mais altas ou mais baixas do que o usual para estabelecer o processo de aclimatação. Assim, em situações como a Copa do Mundo de 2018, é necessário que os atletas que não estão acostumados a temperaturas mais baixas passem pelo período de aclimatação antes da competição, indo mais cedo para o local dos jogos ou ficando em algum lugar com clima semelhante. Por isso, nesta copa, os jogadores do Brasil embarcaram para a Inglaterra duas semanas antes do início dos jogos para treinar em condições climáticas semelhantes à da Rússia. Assim, o frio não é mais desculpa para o hexa não vir para o Brasil!


Saiba mais: https://www.jci.org/articles/view/68993 (em inglês)
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