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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Especial da Copa: Por que a bola faz curva?


Pois é. Há muita física nos esportes, inclusive no futebol. Já parou para reparar no quão estranho é a bola fazer uma curva no ar? A gente assiste e jura que a bola vai para fora e, segundos depois... está dentro do gol! Como isso é possível?


Isso já foi reproduzido por diversos jogadores, em diversas situações. Uma delas, que é considerada uma das mais icônicas, ocorreu em 1970, na Copa do Mundo do México. No jogo contra a Tchecoslováquia, Pelé, por muito pouco, não fez um gol histórico, cujo chute ocorreu antes do meio de campo! Por mais que a bola não tenha entrado no gol, o episódio é lembrado e relembrado pelos amantes de futebol através das gerações.



Esse episódio foi escolhido por cientistas para compreender esse acontecimento que confunde a cabeça de todos nós. Foram averiguados dois fenômenos importantes: a força de arrasto e o efeito Magnus. A força de arrasto depende da densidade do ar, do tamanho da bola e de sua velocidade. As moléculas do ar se aderem à bola e formam uma camada limite, chamada também de camada de Prandtl. As moléculas dessa camada viajam junto com a bola, em vez de ficarem para trás. Isso explica porque os ventiladores permanecem com as hélices sujas, mesmo que passe ar continuamente por elas! Essa camada de ar pode gerar a denominada crise de arrasto. Ela faz com que a resistência do ar seja menor, ou seja, a bola consegue atingir uma distância maior do que deveria! Observe na imagem a seguir a diferença entre os chutes do Pelé com e sem a crise de arrasto:


Simulação do chute de Pelé. A crise do arrasto ocorre no ponto marcado sobre a trajetória.
O que aconteceria com a bola chotada por Pelé se não houvesse a crise do arrasto.


 O segundo e mais famoso fenômeno que ocorre é o efeito Magnus. Esse efeito existe quando a bola gira em torno do próprio eixo durante a trajetória. Se ela está girando, em uma de suas faces, ela estará girando no mesmo sentido que a velocidade do ar, e na outra face, estará no sentido contrário. Essa diferença gera a força de Magnus, que é responsável por desviar a direção da bola! Observe essa bola de basquete sendo jogada de uma barragem. O efeito Magnus é muito visível:



Agora, observe como teria sido o chute de Pelé, caso não existisse o efeito Magnus!

O que aconteceria com a bola chutada por Pelé sem o efeito  Magnus.

Um tanto diferente do que realmente aconteceu, certo?

 
Vídeo com melhores chutes com efeito Magnus!

Essa história pode ser ainda mais complicada! Se você é um amante de física e números, confira os links a seguir. Vem hexa!

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