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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Os Vingadores: Guerra Infinita - Thanos estava certo?


Os Vingadores, guerra infinita saiu e foi um dos maiores crossovers do universo cinematográfico da Marvel. Mas por que foi necessária a junção de tantos heróis para tentar derotar “só" um vilão?


Aí que entra o grande vilão nessa história, Thanos! Ele foi o responsável pelo ataque a Nova Iorque e está em busca das Joias do Infinito – e se conseguir, é capaz de eliminar metade da população do universo em apenas um estalar de dedos! E é sobre essa jornada que se trata o filme Os Vingadores: Guerra Infinita. Nossos heróis querem evitar que metade da população simplesmente desapareça.


O vilão justifica seus atos ao dizer que busca o equilíbrio: uma vez que os recursos de um planeta são finitos, sua população também é e, portanto, deve-se existir um controle sobre esta. A sua missão é, na verdade, mal interpretada, e que ele faz um grande sacrifício para que as populações não estejam fadadas à fome e à extinção. No filme, ele explica a Gamora, sua filha, que os genocídios que cometeu foram benéficos a longo prazo, pois as gerações seguintes se tornaram prósperas.



Thanos não é o primeiro a se preocupar com esse tipo de questão. O economista britânico Thomas Robert Malthus, em 1798, publicou o “Ensaio sobre o princípio da população”, obra na qual ele defende que o tamanho da população deve ser controlado – por redução da taxa de natalidade, esterilidade, controle de nascimentos, e até pela abstinência sexual – para evitar que se chegasse ao ponto em que a quantidade de alimento não fosse suficiente para alimentar a todos.

Economista britânico Thomas Robert Malthus autor da obra "Ensaio sobre o princípio da população”

Matematicamente, ele dizia que o tamanho da população humana crescia em progressão geométrica, ou seja, ela tende a dobrar a cada geração. Por outro lado, a produção de alimentos crescia em progressão aritmética, que se dá por um aumento constante ao longo do tempo. Dessa forma, por crescer muito mais rapidamente que a produtividade alimentícia, o excesso de indivíduos condenaria a humanidade ao colapso. Isso é exatamente o que houve em Titã, a lua de Saturno em que cresceu Thanos. É com base nessa experiência que o vilão justifica seus atos! Mas, afinal, Malthus e Thanos não estão certos? O nosso planeta tem um território limitado e, portanto, não teremos para onde crescer no futuro?

PG - progressão geométrica; PA - progressão aritmética

Malthus não contou com a revolução tecnológica do século XX: surgiram novas máquinas, se desenvolveu a biotecnologia e as ciências agronômicas, e tudo isso permitiu um aumento significativo na produção alimentícia mundial. Aliás, sua teoria dividia a sociedade em classes, sendo os ricos considerados cultos, morais e superiores, e sua presença é benéfica à sociedade. Já os pobres, por outro lado, eram considerados imorais e indolentes (e, portanto, os responsáveis pelo aumento descontrolado da população), e sua miséria mantinha o número de indivíduos sob controle, e essa era a “Lei natural”. É um raciocínio capaz de justificar o contexto de revolução industrial e de trabalho da época e que protegia, portanto, pessoas da alta sociedade, como o próprio Thomas Malthus.



Thanos concordaria com Malthus? Ele deixou claro que deseja usar as Joias do Infinito para eliminar metade da população de forma aleatória. Assim, não há, ainda, nenhum interesse pessoal por parte dele. Ou há? Afinal, se conseguir as Joias do Infinito lhe confere poder suficiente para desintegrar metade dos seres vivos, o que mais ele pode fazer? Teria Thanos lido a obra de Malthus? O que houve de diferente em Titã, que não conseguiu melhorar a sua produtividade de alimentos? Será que essas perguntas serão respondidas? Quais as teorias de vocês?


Para saber mais:




Por: Felipe Pereira
pereira.felipe131@gmail.com


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