Aba

quinta-feira, 19 de abril de 2018

CSI011: Sherlock (BBC)



Uma das adaptações mais recentes dos clássicos de Conan Doyle, “Sherlock” da britânica BBC tem agradado fãs e deixado muitas questões no campo da psicologia. Entre psicopatias, rápidas deduções e mistérios fascinantes, podemos acompanhar o famoso detetive percorrer ruas da Londres atual junto a seu fiel amigo, Dr. Watson.

No decorrer das 4 temporadas, vimos Sherlock se utilizar de uma técnica de memória chamada “Palácio da Mente”. Uma vez dentro de seu “palácio”, o detetive é capaz de percorrer mentalmente diversos cômodos e corredores  que abrigam suas memórias e, assim, solucionar problemas com grande facilidade.

Embora pareça absurdo, o palácio da mente é uma técnica real baseada em outra técnica mnemônica (do grego mnemonikós: relativo a memória; para ajudar a memória): o método loci. A técnica de origem grega, tem sido recomendada por diversos psicólogos ao redor do mundo e é muito conhecida por milhares de “atletas da memória”. Isso mesmo! Existem até competições para ver quem decora mais sequências: sejam cartas de baralho ou palavras aleatórias.

O jogo começou!

A ideia principal desse método é pensar em um lugar – imaginário ou real – com o máximo de detalhes possíveis e ir “armazenando” nesse lugar tudo o que você precisa lembrar e, se você precisar decorar uma sequência, basta pensar uma rota para “passear” por seu palácio mental e ir encontrando esses itens no caminho. Ajuda bastante desenhar essa rota ou lugar e ir treinando.

Para ficar ainda melhor, diversos estudos têm mostrado que nossa memória é plástica, ou seja, podemos melhorar nossa capacidade de memória, uma vez que ela se dá através de ligações sinápticas entre neurônios. Praticar exercícios de memória como o “Palácio mental”, jogos da memória e tocar instrumentos são como uma academia para sua memória, e podem ajudar a prevenir lapsos e doenças como Alzheimer!

Então, se você precisa decorar uma apresentação de trabalho, lembrar o nome das pessoas que estarão em uma festa, a solução é elementar, meu caro Watson.




Por: Beatriz Jacinto Alves Pereira
bia_jap@hotmail.com
Sobre a autora: Bacharel em Biologia pelo Instituto de Biociências de Botucatu - Unesp, mestranda em Ciências Biológicas (genética) no LGEM: Laboratório de genômica e evolução molecular 
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Inicio

0 comentários:

Postar um comentário

Seja um colaborador!

Postagens populares

Total de visualizações

Seguidores

Tecnologia do Blogger.