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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O que podemos esperar de 2018


Por:
Alejandra Viviescas 
 mariale88@gmail.com
O ano de 2017 foi cheio de acontecimentos científicos de grande importância e o ano de 2018 promete não ser diferente. Por isso, na primeira matéria do ano, na nossa coluna “Update-as mais novinhas ” vamos dar destaque a alguns tópicos que, com certeza, serão de importância durante este ano que começa.

Em dezembro de 2017, cientistas da Universidade de Louisiana perceberam que as emissões de gás metano em marte, que foram descobertas pela primeira vez em 2014, mudam em abundância com uma periodicidade similar à das estações. Tais emissões de metano em Marte podem ser resultados de fenômenos geológicos, mas, também, há hipóteses de que sejam de origem biológica. Os cientistas agora estão testando várias hipóteses que poderiam explicar tais emissões e, com certeza, nos próximos meses novas informações surgirão a respeito deste assunto.

A sonda Curiosty que se encontra em Marte e fez as medições da quantidade de gás metano no planeta.

2018 também parece ser o ano que o homem vai voltar para a Lua pela primeira vez desde 1972. Já no começo deste ano, várias missões tripuladas estão sendo planejadas pelos governos dos Estados Unidos, China e Índia. Esses países pretendem enviar astronautas para nosso satélite antes do fim do ano, além disso, algumas empresas privadas também estão planejando viagens tripuladas.

Em relação à genética, ainda durante o ano de 2017, a primeira terapia gênica foi aprovada nos Estados Unidos e diferentes laboratórios conseguiram editar os genomas de embriões humanos usando a técnica CRIPR/Cas9. Em 2018 podemos esperar que novos tratamentos similares estejam disponíveis, assim como novas regulamentações no uso deste tipo de tratamentos.

Emily Whitehead, a primeira paciente pediátrica em ter sido curada graças ao uso da terapia gênica.
Um artigo publicado na semana passada na revista Nature mostra o sequenciamento de genoma completo do habitante mais antigo das Américas. A informação obtida a partir do sequenciamento sugere que os primeiros humanos chegaram ao Alaska há aproximadamente 21.000 anos anos e que toda a população americana é produto de uma única migração. Depois desta migração alguns grupos ficaram no Norte e outros migraram para o Sul do continente. Futuramente, podemos esperar mais dados sobre as origens desta e outras populações humanas, já que recentemente foi reportado que DNA antigo de até 550.000 anos atrás pode ser extraído a partir de sedimentos , e não somente de osso como tem sido feito até agora.

A escavação arqueológica onde foi achado o humanos mais antigo das Américas
Estes são alguns dos assuntos que serão notícias em 2018, fique atento a nossa coluna para mais novidades no mundo científico.

Sobre a autora: Bióloga e mestre em biologia pela Universidade Nacional da Colômbia, estudante de Doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela UNESP-Botucatu. Editora desta página de divulgação científica. 

Imagens originais retiradas de:
http://www.latimes.com/science/sciencenow/la-sci-sn-car-t-cancer-drug-20170830-htmlstory.html
http://www.sciencemag.org/news/2018/01/ancient-americans-arrived-single-wave-alaskan-infants-genome-suggests
http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2018/01/-nasa-scientists-baffled-on-mars-methane-a-sign-of-life-on-earth-changes-inexplicably-with-the-seaso.html
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