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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Minha querida pesquisa - Amanna Gonzaga Jacaúna



Amanna Gonzaga Jacaúna 
Zootecnista - Mestre em Zootecnia
Doutoranda em Zootecnia – UNESP Botucatu
Grupo de pesquisa em Búfalos – CPTB

A Zootecnia entrou na minha vida como uma incógnita e hoje é a melhor decisão que já tomei. A priori, meu sonho era fazer Medicina Veterinária, mas não havia curso na minha cidade. Então, fiz a prova para Zootecnia, passei e comecei a fazer o curso na Universidade Federal do Amazonas, campus Parintins. Em 2014 finalizei minha graduação, e logo em seguida consegui o tão almejado Mestrado na Universidade Federal da Grande Dourados. Estudar Zootecnia me despertou a conhecer diversas espécies animais de exploração econômica, pois é uma ciência que desenvolve a formação do profissional da produção animal, envolvendo conhecimentos sobre nutrição, melhoramento genético, sanidade, entre outros.
Aprendi a lidar com muitas áreas dentre elas: suínos, equinos, bovinos, etc e, diante disso, pude me aperfeiçoar nos estágios em campo com os veterinários, e durante essas idas e vindas, acabei me deparando com os búfalos que me conquistaram pelo seu exotismo. Foi o momento crucial para descobrir que era exatamente aquilo que eu queria estudar, a Nutrição e Produção de Ruminantes.
Já no Mestrado, comecei a trabalhar em laboratório com digestibilidade in vitro. A princípio achei que seria um trabalho exaustivo, mas foi muito gratificante conhecer mais sobre esta metodologia que é utilizada para simular o rúmen dos bovinos, um dos principais órgãos ligados à eficiência produtiva desses animais. O estômago dos ruminantes tem uma particularidade que diferencia dos não ruminantes, eles possuem o estômago compartimentado, apresentando funções fermentativas, absortivas e químicas. O rúmen é um dos compartimentos do estômago destes animais e tem a função fermentativa apresentando fauna microbiana e condições de temperatura, anaerobiose e pH ideais para sobrevivência desses organismos. O meu trabalho baseava-se na avaliação do produto “Quitosana” (biopolimero natural e atóxico, derivado da desacetilação da quitina) como uma alternativa de aditivo modulador da fermentação ruminal em dietas para ruminantes. Este trabalho permitiu conhecer melhor sobre a fisiologia e metabolismo dos ruminantes, despertando, assim, a curiosidade em conhecer melhor o universo simbiótico dos microrganismos do ambiente ruminal com o hospedeiro.
Finalizei meu mestrado em 2016 dando início a um grande momento de mudanças e preparos para uma nova etapa mais desafiadora: trabalhar ou fazer Doutorado? Então comecei a fazer uma série de pesquisas para saber o que seria mais vantajoso para meu estudo. Já que cheguei até o Mestrado, porque não fazer a próxima etapa? O caminho não foi fácil, foram muitas negativas, muitas portas na cara, muitas provas que por um fio de cabelo não passava, mas não desisti. Em abril de 2017, consegui ingressar no Doutorado na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus Botucatu, na área de Produção de Ruminantes, resgatando assim uma paixão antiga da graduação, os búfalos.
Trabalhar com Búfalos é maravilhoso! E estar desenvolvendo pesquisas inovadoras nessa área é melhor ainda. O foco da nossa pesquisa é determinar as exigências nutricionais de búfalos de corte de três grupos genéticos (Murrah, Mediterrâneo e Jafarabadi) em condições tropicais. Aliado a isso, minha parte na pesquisa abrange o microbioma ruminal, ou seja, o ecossistema microbiano do rúmen, com a identificação da população microbiana presente nele e avaliações morfológicas e histológicas das papilas ruminais (localizadas na parede do rúmen). É o primeiro passo de muitos que quero dar nessa empreitada. Que venham as próximas etapas, quanto mais desafios melhor!

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