Aba


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bate-papo com... Ricardo O. Orsi e Benedito Barraviera



Bate-papo informativo e descontraído sobre o 
processo da coleta até a produção do soro contra veneno de abelha. 


Para maiores informações acesse: 

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Desvendando as vacinas

 
 Por: Alejandra Viviescas 
mariale88@gmail.com


 As vacinas têm como principal função proteger nossos corpos contra patógenos, evitando que fiquemos doentes e, também, que doenças contagiosas se espalhem por toda a população. As vacinas têm sido utilizadas desde o final do século XVIII, impedindo de maneira eficiente inúmeras epidemias de diferentes doenças.
Entretanto, para entender como as vacinas funcionam, precisamos entender primeiro como o nosso sistema imunológico nos protege contra os agentes causadores das doenças:
O sistema imunológico é formado por diferentes tipos de células, cada uma com uma função diferente. Dentre estas células, encontramos as chamadas células B, que possuem como função o reconhecimento dos agentes externos e a geração da memória imunológica. Para tanto, as células B reconhecem partes específicas dos patógenos, chamadas de antígenos. Quando uma célula B encontra um antígeno específico que se encaixa perfeitamente como se fosse uma chave na sua fechadura, ela é ativada e inicia a produção de anticorpos, ajudando o corpo a eliminar o patógeno, curando assim a doença.
Esta primeira resposta imune acontece de forma lenta e não é muito efetiva, possibilitando que a pessoa fique doente. Porém, depois de ativadas, as células B se tornam células de memória, que permitem ao sistema imunológico reajir de maneira mais rápida e efetiva quando ocorrer uma nova infecção causada pelo mesmo patógeno.




Processo de reconhecimento de patógeno e resposta imune por parte das células B.

As vacinas usam este mecanismo natural, já presente no corpo, para a proteção contra as mais variadas doenças.
O micro-organismo, (ou uma parte dele) que é capaz de causar uma doença específica, é injetado no corpo, o que desencadeia a primeira resposta imune, como explicado anteriormente, produzindo a memória celular, e assim, nos protegendo de futuras doenças. Porém, o micro-organismo é tratado antes de ser injetado de tal forma que ele não tenha alta capacidade de infecção, evitando que nosso corpo desenvolva a doença.
Existem diferentes tipos de vacinas e elas diferem no princípio ativo, como demonstra a figura abaixo:




Tipos de vacinas disponíveis atualmente. 

Cada tipo de vacina tem seus prós e contras. As vacinas vivas atenuadas podem causar uma resposta imune mais acentuada, entretanto, como o patógeno ainda está vivo, pode levar ao risco de infecção, mesmo que muito baixo.
As vacinas inativadas e de subunidades não possuem risco de infecção, mas a resposta imune gerada é mais leve e são necessárias diversas doses da vacina para atingir a resposta imune necessária para a proteção do corpo.
Já as vacinas de DNA prometem gerar uma resposta imune adequada sem nenhum risco de contrair a doença, mas os antígenos produzidos nos humanos, e não nos patógenos, podem ser menos específicos e difíceis de reconhecer.
Para gerar um lote de vacina, vários passos devem ser seguidos (ver figura abaixo) e cada um deles deve ser monitorado a fim de garantir a qualidade final do produto. Para garantir esta qualidade, a produção de um único lote de uma determinada vacina pode demorar de 9 a 22 meses!




Processo de produção das vacinas 
Vale a pena mencionar que nada na medicina está livre de risco ou é totalmente efetivo. Algumas pessoas vacinadas podem contrair a doença e algumas pessoas podem ter uma reação negativa depois de receber a vacina.
Entretanto, mais importante do que algumas reações adversas isoladas, é o fato de que nos últimos séculos, a popularização das vacinas tem feito com que doenças infecciosas, que antes dizimavam populações inteiras, tenham desaparecido quase que por completo, garantindo a qualidade de vida da população!

Sobre a autora: Bióloga e doutoranda no Laboratório de Telômeros, Departamento de Genética do Instituto de Biociências de Botucatu, UNESP.

Imagens originais retiradas de: 
Resposta das células B: http://defendingthebody.blogspot.com.br/
Tipos de vacinas:https://www.nature.com/scitable/content/types-of-dengue-virus-vaccines-22405302
Produção das vacinas:https://www.historyofvaccines.org/content/how-vaccines-are-made

As imagens foram traduzadas e adaptadas pela autora.

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Minha querida pesquisa - Bruno Nunes



Bruno Tinoco Nunes, bacharel em 
Ciências Biológicas (Unirio), mestre em 
Biologia Celular e Molecular (Fiocruz) e 
aluno de doutorado em Genética (Unesp)
Apesar de ter crescido em Niterói, cidade urbanizada do Rio de Janeiro, tive sempre muito contato com natureza e é possível que isso tenha sensibilizado o meu interesse por Biologia. Ainda assim, decidi que prestaria vestibular para Ciências Biológicas apenas no curso pré-vestibular, não antes.
Cursei minha graduação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio, ao mesmo tempo em que desenvolvi meu estudo de iniciação científica na Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. O estudo visava compreender diferentes aspectos da imunidade do mosquito flebotomíneo Lutzomyia longipalpis durante a interação com o protozoário Leishmania, causador de uma doença chamada leishmaniose. Embora muita gente sequer desconfie, esses mosquitos apresentam diferentes respostas imunológicas contra patógenos, e entender como isso funciona contribui para o conhecimento científico,podendo levar a cura e prevenção de doenças. Tão logo concluí a graduação, prossegui para o mestrado em Biologia Celular e Molecular, também na Fiocruz. No mestrado, dei continuidade ao trabalho que fora iniciado durante a graduação, e, ao seu término, publicamos os resultados em uma revista científica internacional. Ainda na Fiocruz, conheci meu atual orientador, o professor Jayme Augusto de Souza Neto. Atualmente estou cursando doutorado em Genética, na Unesp, em Botucatu, e o meu modelo de estudo é o midiático mosquito Aedes aegypti. Meu objetivo neste estudo é compreender o papel que um gene chamado Akt exerce na fisiologia do mosquito, além de investigar sua participação durante infecções virais, tanto por dengue quanto por Zika vírus. Segundo relatos da literatura científica, o referido gene é associado a diversos aspectos da fisiologia de dípteros (grupo de insetos que inclui moscas e mosquitos), como metabolismo, proliferação celular, tolerância a estresse e tempo de vida, além de reprodução e ativação da resposta imune. Apesar de sua importância, já demonstrada em outros modelos animais, há poucos relatos sobre o papel deste gene em Aedes aegypti. É importante lembrar que estudos semelhantes ao que desenvolvo são classificados como ciência de base, justamente porque os conhecimentos que são gerados servem de alicerce para outros tipos de estudos, muitas vezes em áreas aparentemente desconexas. Um exemplo foi o despretensioso cruzamento de ervilhas realizado por um monge agostiniano servir como base para a genética clássica, com infinitas aplicações. Sim, estou falando sobre Mendel. Apesar da pesquisa aplicada ser essencial, ela obrigatoriamente precisa caminhar ao lado da pesquisa de base, sem a qual não existe benefícios diretos à população, como o desenvolvimento de vacinas, por exemplo. Em uma época em que a pesquisa de base precisa ser justificada e defendida, no universo da pós-graduação, esse não é o único inconveniente. Os estudantes frequentemente têm de lidar com outros inúmeros desafios, como falta de aumento das bolsas de estudo e escassez de verbas para a pesquisa. No entanto, o prazer de adquirir e produzir conhecimento novo, se não anula, ao menos minimiza os problemas citados. E é fundamental que haja esse espaço para que os estudantes possam contar, ainda que brevemente, sua trajetória acadêmica, contribuindo para esclarecer o que é feito, em parte, com o dinheiro público dentro das universidades.
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Embrião do peixe Medaka

Imagem de um embrião do peixe Medaka. Foto cedida pelo grupo de pesquisa do Prof. Dr. Rafael Nóbrega, Laboratório de Biologia Molecular e Reprodutiva, do Departamento de Morfologia da Instituto de Biociências de Botucatu, UNESP. Contato: nobregarh@ibb.unesp.br


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Explorando o método científico: material gratuito aborda o tema e nos faz pensar na Ciência do dia-a-dia

 



Por: Érica Ramos 
erica.ramos00@gmail.com

Durante a educação formal, o ensino de Ciências – que ocorre de maneira mais intensa no 2° ciclo do Ensino Fundamental – permite aos alunos iniciarem a construção de conhecimentos acerca da própria Ciência e seus desdobramentos. É nessa fase que os alunos começam a desenvolver o pensamento e o método científicos, que é a base dos conhecimentos compreendidos durante toda a fase escolar.

Mas o que é conhecimento científico? O que é Ciência?
Essas perguntas são fundamentais e estão relacionadas à maneira como a Ciência gera conhecimento (O que faz um navio flutuar? Porque o fermento faz o pão crescer? Como combater um vírus?). Para compreender melhor o mundo, os cientistas utilizam o chamado Método Científico, que é baseado em alguns passos descritos na Figura 1.


Figura 1: Fluxograma mostrando o passo a passo do método científico.

Em geral, é assim que funciona a Ciência. Mas é claro que nem toda hipótese pode ser testada. Por isso, existem diferentes tipos de investigação que buscam entender algo que o ser humano ainda desconhece. Contudo, para realmente compreender o Método Científico, é interessante aplicá-lo na investigação de algo ou pensar em como já o aplicamos em situações do dia-a-dia sem nem mesmo saber. 
Essa é a proposta do gibi “Ci&Cia: O que é essa tal de Ciência?”, um material didático de linguagem simples, gratuito, com a proposta de desmistificar o mundo da Ciência. Ele foi elaborado por alunos de graduação e pós-graduação da Unesp, além de professores da instituição. 
O personagem principal da história narrada no Gibi é Carlinhos, um menino simpático que descobre a Ciência e a vivencia, mesmo diante todas as dificuldades que ele enfrenta na vida. 
Esse material pode ser utilizado pelo professor na Educação Básica. Uma dica ao professor que deseja trabalhar com o gibi em sala de aula seria: utilizar o gibi após o debate do tema “Ciência, o que é e como se faz”, para a introdução de conceitos e a posterior realização de discussões e investigações experimentais.

O material está disponível para fazer download pelo link: http://www.youblisher.com/p/793968-Projeto-Ciencia-e-Cia/. Também há exemplares impressos que podem ser adquiridos pelo contato: cmartins@ibb.unesp.br ou eramos@ibb.unesp.br

Sobre a autora: Bióloga e Mestre em Ciências Biológicas (Genética) pela UNESP, apaixonada pelo tema Educação e, também, editora desta página de Divulgação Científica. No momento atua como aluna de doutorado na UNESP, na área de Genética.

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Ciência e ensino. E eu com isso?



                                                                                                 
Por Cesar Martins
cmartins@ibb.unesp.br


Deter o conhecimento tem sido a premissa básica que sustenta o desenvolvimento das comunidades humanas. Quem conhece, sabe fazer; quem não conhece, corre grande risco de fazer errado. E o mais importante, quem não conhece, precisa correr atrás de quem sabe, e certamente terá que comprar o conhecimento alheio. Buscar o conhecimento não é simples, pois envolve o estabelecimento de uma cultura em um povo, o que pode levar de décadas a gerações. Ainda mais, para que o conhecimento seja mantido e perpetuado, ele precisa ser ensinado e consequentemente popularizado na sociedade, permitindo sua difusão e reinvenção. Estas duas linhas, buscar o conhecimento e difundi-lo, precisam estar muito bem conectadas em ações efetivas.
Ensinar e difundir o saber é importante mas, se nos esquecermos da sua busca, podemos incorrer no risco de difundir apenas o saber já sedimentado, que é do conhecimento de muitos. Nada de errado com isso, mas a inovação e o diferencial vêm do conhecimento de vanguarda, aquele que acabou de ser produzido. Deter o conhecimento de vanguarda representa cartas na manga para o desenvolvimento de um povo.
A palavra conhecimento deriva do latim scientia, que traduzido para o Português significa ciência. Fazer ciência significa buscar respostas às questões fundamentais da natureza, através da prática e estudo. Este conhecimento permite, em longo prazo, benefícios ilimitados à qualidade de vida pessoal. A ciência permite que conhecimentos fundamentais, como por exemplo o “efeito Joule” ou efeito térmico, que expressa a relação entre o calor gerado e a corrente elétrica, possam ter sido explorados há mais de 200 anos para o desenvolvimento da lâmpada elétrica. O que seria de nós hoje sem os antibióticos, que surgiram a partir da ciência básica de Alexander Fleming que levou à descoberta da penicilina ainda no início do século XX, revolucionando a medicina. Parece simples compreender que fazer ciência representa algo básico e essencial para nós. A ciência permite o conhecimento, com desdobramentos bastante extensos à nossa qualidade de vida. Sem ciência, ficamos estagnados e a mercê do conhecimento obtido por outros.
A ciência básica alimenta a ciência aplicada, que por sua vez traz benefícios às necessidades humanas como destacado anteriormente nos exemplos da lâmpada elétrica e da penicilina. As populações humanas precisam cada vez mais de recursos diversos advindos dos avanços científicos, pois temos aumentado em número de indivíduos, e queremos cada vez mais melhorias na nossa qualidade de vida. Fazer ciência se trata de um princípio básico para o desenvolvimento dos povos e deve estar na prioridade política dos Estados. Outro ponto de destaque é que fazer ciência envolve um princípio denominado de “método científico” centrado na observação do mundo natural e na consequente formulação, teste e modificação de uma hipótese, que levam a uma resposta acerca da questão observada. A premissa básica do método científico é fazer com que as pessoas pensem, questionem, duvidem, argumentem, e tudo isso leva ao surgimento de novas ideias e concepções. Pensar sob a ótica do “método científico” significa reunir um conjunto de habilidades que são essenciais no encaminhamento de questões que nos rodeiam no dia-a-dia.
E, finalmente, o conhecimento produzido precisa se tornar público. A difusão do conhecimento científico via ensino é essencial, pois somente através dela o saber chega ao público beneficiando as pessoas, permitindo que diferentes mentes possam assimilar o conhecimento e repensá-lo sob novas perspectivas, criando e inovando. O ensino contemporâneo precisa inovar. Inovar em ensino não necessariamente nos remete ao uso de tecnologias modernas como mídias eletrônicas, aparelhos de última geração e etc. Boa parte das práticas de ensino atual centralizam as linhas de ação no professor, e o aluno se torna passivo no processo. O professor precisa deixar de ser um especialista e se tornar um facilitador; a aula tem que mudar do padrão formal para o experimental; e os alunos precisam se tornar agentes ativos. Além disso, a escola contemporânea precisa conhecer melhor seus estudantes, pois cada um deles aprende de forma diferente. A escola que mais disponibilizar meios alternativos de aprendizagem, que se adequem à diversidade cognitiva dos educandos, seguramente terá sucesso na sua missão. Para aprender, o aluno precisa ter envolvimento no processo de ensino-aprendizagem, precisa se envolver a tal ponto de se apaixonar. Sem paixão, não existe sucesso. Estudos recentes em neurociência mostram que, ao se emocionar, o aluno (e qualquer outra pessoa) tem maior capacidade de gravar as informações.
Dessa forma, a melhor estratégia em ensino com eficiência é focar no estímulo da emoção nos alunos, associada à experimentação e prática na linha do pensamento científico. Temos, dessa forma, a associação perfeita para passar o conhecimento integrado ao exercício da obtenção do conhecimento.
Assim, ciência e ensino se complementam de forma essencial. Pensar em ensino sem ciência é o mesmo que padre aconselhando matrimônio. Sucesso na aprendizagem não pode ser medido pelo nível de informação ou conteúdos que ficam gravados na mente dos educandos, mas sim, copiando palavras de Einstein, por “aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou”. Significa estar preparado para atuar de forma responsável e humanitária como profissional, levando contribuições efetivas ao mundo que nos cerca.

Sobre o autor: Biólogo e Doutor em Genética e Evolução pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente exerce a função de Diretor do Instituto de Biociências da UNESP, Campus de Botucatu/SP.
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Segunda lei de Bowser


É melhor o Mario dar uma estudadinha nisso aqui viu...

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imagem de:
http://aprofundandobiologia.blogspot.com.br/p/charges-e-tirinhas.html?m=1
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CSI 001: Jurassic Park






Por Camila Cristina
cris_camila@yahoo.com.br




Hoje vamos investigar um dos clássicos!

No filme Jurassic Park: O parque dos dinossauros, vimos a jornada dos paleontólogos Alan e Ellie e mais algumas pessoas que fazem parte de um seleto grupo escolhido para visitar uma ilha habitada por dinossauros criados a partir de DNA oriundo de um organismo pré-histórico. Durante o tour pelo parque, o idealizador do projeto mostra um vídeo explicando para os visitantes como os dinossauros foram criados. Essa cena aqui:



Depois de assistir ao filme você pode se perguntar: - Seria realmente possível clonar um dinossauro? Podemos extrair DNA apenas de uma gota de sangue?

Primeiramente precisamos saber como funciona a clonagem, certo?! Clonagem, em biologia, é o processo de produção de indivíduos geneticamente idênticos e ocorre na natureza quando organismos, tais como bactérias, insetos e plantas, se reproduzem assexuadamente. Já na biotecnologia, clonagem refere-se aos processos usados para criar cópias de sequencias  de DNA (clonagem molecular), células (clonagem celular) ou organismos. Então, para gerar um organismo idêntico a outro, uma das técnicas utilizadas é a clonagem reprodutiva, tal como visto no filme. Nesse processo, os cientistas removem o material genético de um óvulo não fertilizado e o substituem pelo DNA de uma célula do ser vivo a ser clonado.  

Ilustração referente a técnica de clonagem.


E quanto a clonagem de um dinossauro? Isso é possível? A resposta mais lógica é não! Isso porque se houvesse essa possibilidade, provavelmente já teríamos realizado. De fato, não é possível fazer a clonagem de um dinossauro já que a chance de encontrar sangue de dinossauro é muito pequena e a fossilização em âmbar, tal como no filme, é um evento considerado muito raro. Além disso, o “tempo médio de vida” do DNA não é suficiente para “a sobrevivência dele” desde o período em que os últimos dinossauros caminharam na Terra, datada em aproximadamente 65 milhões de anos . Então, a resposta para nossa primeira pergunta é não, já que não foi possível, até o momento, encontrar material genético de dinossauro.

Mas vamos supor que encontrem uma gota de sangue, assim como no filme, conseguiríamos extrair material genético dessa amostra? Isso é possível e comumente realizado hoje em dia, principalmente na área forense. Para realizar a extração do DNA, pode-se utilizar kits que permitem destruir as  células e separar o DNA dos outros componentes celulares (proteínas, membrana, entre outros) . Porém, geralmente a quantidade de material genético extraído é muito baixa e, por isso, é necessário utilizar a técnica de PCR para obter-se um número suficiente de cópias do DNA extraído.

A Investigação CSI001 termina por aqui! Qual próximo filme ou série vocês querem investigar?! Mandem nos comentários as suas sugestões e dúvidas.


Dica:  Se estiver interessado em filmes que abordam a clonagem você vai gostar de A ilha (Dir. Michael Bay, EUA, 2005) e Blade Runner, o caçador de androides (Dir. Ridley Scott, EUA, 1982).

Sobre a autora: Biomédica e mestranda em Genética Humana e Médica pela UNESP de Botucatu.

Quer saber mais? Veja os links abaixo:

Imagem de: 


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A verdade está lá fora... NASA afirma que lua de Saturno pode abrigar vida

 



Por: Érica Ramos 
erica.ramos00@gmail.com


Lembra da série Arquivo X e das tantas outras que investigam a existência de vida extraterrestre (ET)?
Pois é, fora da ficção científica, o cientistas estão próximos de saber se há vida além da existente na Terra. Em 13 de abril de 2017, a Agência Espacial Americana (NASA) divulgou a possibilidade de Enceladus, uma das 62 luas de Saturno, abrigar vida. Segundo estudos da NASA e da Agência Espacial Européia, a missão Cassini utilizou sondas espaciais para coletar gases emitidos por geisers na superfície de Enceladus (Figura 1). E sim! Eles encontraram evidências da existência de gás hidrogênio em seus oceanos (spoiler: não se empolguem tanto, ainda não encontraram os ETs propriamente ditos). 
Como em diversos outros satélites naturais e planetas, Enceladus possui, em sua supefície mais externa, uma camada de gelo que recobre um oceano de água salgada (veja os diversos oceanos do Universo) com até 65 km de extensão (Figura 1).

Figura 1: Ilustração das camadas que formam a lua Enceladus. 

Mas e daí? O que isso tem a ver com a vida extraterrestre?

Esses oceanos se assemelham muito aos antigos oceanos da Terra, nos quais a vida surgiu. No caso da Terra, microorganismos unicelulares se desenvolveram e, para sobreviver e se reproduzir, precisavam de energia. Mas como produzir essa energia? Os organismos utilizavam moléculas químicas, tais como o hidrogênio (o mesmo que foi encontrado em Enceladus), como combustível para geração da energia necessária. Esse processo energético é chamado metanogênese, pois, como o próprio nome diz, resulta na produção de metano. O próximo passo, segundo os pesquisadores da NASA, é buscar a existência de metano nos oceanos de Enceladus, o que comprovaria a real ocorrência da metanogênese lá. Além disso, os cientistas estão desenvolvendo um novo equipamento que seja capaz de mensurar outros compostos químicos e uma nova missão da NASA será lançada em 2022 para estudar este e outros satélites naturais.
A partir das recentes descobertas, Enceladus alcança o primeiro lugar na lista de satélites que possuem o mínimo de condições para abrigar seres vivos, e já convida muita gente a pensar sobre a vida fora da Terra…

Sobre a autora: Bióloga e Mestre em Ciências Biológicas (Genética) pela UNESP, apaixonada pelo tema Educação e, também, editora desta página de Divulgação Científica. No momento atua como aluna de doutorado na UNESP, na área de Genética.

Quer saber mais? Veja os links abaixo:
-Em português
-Em inglês

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